segunda-feira, 20 de abril de 2015

Processo Seletivo (Parte II)

Continuando a discutir o processo seletivo, que foi iniciado no post passado...

Pois bem, recebi o resultado, estou dentro!...ou não. Acontece que este resultado que recebemos em dezembro é apenas um resultado preliminar feito pela Comissão Fulbright do Brasil em conjunto com a CAPES. Após esta etapa, ainda há o tempo para a interposição de recursos e os aprovados preliminares tem seus documentos enviados para a Fulbright dos EUA para que eles deem a aprovação final. Este resultado final ainda demoraria meses para vir. Mas após conversa com os veteranos do ano anterior, já ficamos sabendo que é extremamente raro que alguém não seja aprovado. A única coisa que geralmente acontece é ter pessoas que passaram e desistem da bolsa, por uma série de motivas. Estas pessoas são então substituidas imediatamente pelo próximo suplente na lista.

Liberado o resultado, 45 foram os aprovados neste resultado preliminar (preenchendo todas as 45 vagas abertas no edital). A lista é liberada em ordem alfabética, então não sabemos em que colocação ficamos no geral, com exceção da lista de suplentes, que está na ordem de colocação. Foi muito bom que junto com o email de confirmação da nossa aprovação, também já fomos convidados a entrar em um grupo no Facebook feito para os aprovados (onde mais tarde também seria liberado que os veteranos entrassem). Através deste grupo já ficamos sabendo quem eram nossos colegas, pudemos trocar ideias, nos apresentarmos, etc. Já imediatamente criamos um grupo no Whatsapp, onde também compartilhavamos informações, discutiamos assuntos relacionados ao programa, fofocávamos e falávamos besteira. Infelizmente nem todos eram presentes nestes grupos. Este tipo de interação foi a melhor coisa do programa até o momento, porque pudemos nos conhecer melhor, aprender com as nossas diferenças, e criar amizades valiosíssimas (eu pelo menos já criei algumas que gostaria de levar pra sempre).

Quando recebemos este primeiro resultado, começou uma correria para algumas pessoas - e este é um ponto bem importante para quem for tentar no futuro e já quiser se preparar. Tínhamos que entrar no sistema da Fulbright e declarar nosso interesse em participar do programa - até aí tudo bem, fácil. Mas então ficamos sabendo que tínhamos até 31/01/2015 para também entrar no sistema e anexar traduções (juramentadas ou certificadas) dos nossos diplomas e históricos e também uma digitalização do nosso passaporte válido até seis meses após o fim do programa (no nosso caso, o passaporte deveria ser válido até Dezembro/2016). Eu não tive nenhum problema nesta etapa porque por sorte tudo estava certo com a minha documentação, mas outros não tiveram tanta sorte assim.

É importante lembrar que recebemos estas instruções dia 22/12, e no fim do ano nada funciona. Ou seja, qualquer problema referente a estas documentações em geral só começariam a ser vistos no início de janeiro e tinha até dia 31 do mesmo mês para enviar tudo. Eis aqui alguns dos problemas que ocorreram:

- Havia pessoas que ainda não tinham se graduado e portanto ainda precisavam colar grau. Esta foi uma grande correria para muita gente, pois precisaram entrar em contato com a universidade, dar uma chorada para adiantarem a colação, para conseguirem receber o diploma (ou um certificado de conclusão) para daí ainda poderem mandar para um tradutor.

- Havia pessoas cujo passaporte expirava antes da data necessária. Também foi necessário correr na Polícia Federal e agendar para tirar passaporte. O problema é que muitas vezes a PF está sobrecarregada confeccionando passaportes e a próxima data disponível para agendamente é para daqui a meses. Várias pessoas tiveram que ir lá e também dar uma chorada, explicar a situação, e pedir para agendarem para antes. Houve até o caso de um colega nosso cujo passaporte também iria expirar e ele estava na Alemanha durante janeiro inteiro fazendo um curso, tendo que dar um jeito lá na Alemanha de conseguir um passaporte novo.

- Teve gente que também teve problema nas traduções, que demoraram um pouco para serem feitas
(mas foram poucos que tiveram esse tipo de problema). As traduções poderiam ser juramentadas ou certificadas. As juramentadas são boas porque serviriam para a posteridade e tanbém poderiam ser usadas em qualquer país, mas são bem mais caras. As certificadas são feitas por tradutores associados a Education USA, e são válidas apenas para os EUA, sendo bem mais baratas (foi essa opção que escolhi).

Enfim, caso você já esteja sentindo a sua aprovação, seria bom já tentar fazer esta regularização de documentos antecipadamente, para não ter problemas em cima da hora.

Passada toda essa correria, documentados devidamente uploaded no sistema da Fulbright, veio a calmaria...calmaria até demais, porque adivinhem o que veio depois...espera, e mais espera.

[To be continued...]

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