terça-feira, 12 de maio de 2015

No meio de escrever dissertação, qualificar, nervosismos por causa da Fulbright, acabei demorando para continuar a escrever no blog. Mas agora vai!

Como disse no fim do último post, assim que acabou o prazo para envio dos Medical Forms, já começou o processo de matching, muito mais rápido do que esperávamos. Acho que dentre todas as etapas pela qual passamos, esta foi de longe a que nos deixou mais nervo
sos e ansiosos (e é nesta etapa que nos encontramos enquanto escrevo este post, ainda na espera, ainda no nervosismo).

O processo de matching é o processo que irá definir para qual universidade dos EUA nós iremos. Primeiramente, o Luis (coordenador do programa no Brasil) nos perguntou no grupo do Facebook se tínhamos preferência por universidade em área rural ou urbana. Apesar da definição de rural nos EUA ser diferente da nossa (só é uma zona um pouco mais afastada de grandes centros urbanos, mas ainda assim muito self-sufficient), eu corri para pedir que me man
dassem apenas para zona urbano. Adoro grandes centros urbanos e por algum motivo tenho um fascínio por arranha-ceus.
Pois bem, logo após a entrega do medical form, recebemos um email da Fulbright para entrarmos no site do Decision Desk, um sistema muito usado nos EUA para review as applications das pessoas que estão tentando alguma universidade. Quando entramos neste sistema, lá estavam as nossas opções de universidade, cada uma em uma application diferente, onde constavam alguns dados como: localização, tamanho, objetivos, moradia, etc. Esse momento de abrir cada uma das applications e ver qual universidade estava lá foi extremamente emocionante/enervante. Cada grupo de 4 Fulbrighters (com exceção de um grupo) recebeu as mesmas quatro univers
idades como opção, ou seja, estávamos "competindo" entre nós. As minhas quatro opções eram:

- University of Miami (Coral Gables/Miami, Florida)
- Florida International University (Miami, Florida)
- Emory University (Atlanta, Georgia)
- University of Notre Dame (South Bens, Indiana, próxima a Chicago)

Fiquei extremamente nervoso quando vi estas quatro opções, e digo o porquê: quando nos foi perguntado se queríamos área urbana ou rural, pedi urbana, mas coloquei um adendo de "por favor, não me mande para Miami". E quando abro o sistema, BAM, duas das minhas quatro opções são em Miami. Fiquei muito chateado a princípio. Uma veterana que está na University of Miami no momento já tinha nos dado um depoimento dizendo que a universidade é maravilhosa, mas morar em Miami não era nada legal. Além disso, eu gostaria de ter uma experiência bem diferente nos EUA, e morar em um lugar com um clima tão tropical e com uma quantidade tão grandes de brasileiros (e latinos em geral) não era bem algo que eu gostaria...isso sem falar do estereótipo coxinha de se mudar para Miami, mas isso é uma vertente mais política da história. Anyway, Miami é cidade para turista com dinheiro. Além disso, a outra opção de universidade em Miami era uma da qual nunca tinha ouvido falar e que depois de pesquisar também não me interessou muito. Mas vou salvar minhas impressões sobre os lugares para o próximo post, para não deixar este muito longo.

Depois de recebidas estas quatro opções, nosso trabalho era, em teoria, muito simples. Deveriamos apenas fazer no sistema um ranking de qual universidade preferíamos mais ou menos, de 1 a 4, indicar entre uma opções pré-existentes o que nós esperávamos do nosso papel na instituição, e acrescentar comentários (que era opcional). Nunca algo tão simples foi tão difícil, já que tivemos que pesquisar uma a uma as universidades, contrastar os prós e contras e chegar a uma decisão. Afinal, era um ano da nossa vida que estava em jogo!

No próximo post falarei um pouco sobre esse processo de escolher a universidades e o nervosismos causado por isso.


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